Vereadores são presos em Itarema por contratação de funcionários fantasmas

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Robson Queiroz

Robson Queiroz

Comunicador e Gerente Financeiro em Jornal dos Municípios
Bacharel em Sistema de Informação; Comunicador; Produtor de Eventos; Já trabalhou em programa de notícias na Rádio Clube de Fortaleza (antiga Ceará Rádio Clube); Em 2013 recebeu a Comenda Jornalista Dutra de Oliveira pelos relevantes serviços prestados a comunicação no Ceará - concedido pela ACEJI (Associação Cearense de Jornalistas do Interior); Coordenador da PASCOM Araturi (Pastoral da Comunicação);Desenvolvedor de sites, sistemas e aplicativos; Programador visual gráfico (designer).
Robson Queiroz

Itarema foi alvo na manhã dessa quarta-feira de um grande operação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), que resultou na prisão de 8 vereadores dos 13 que compõem a câmara. Os outros cinco também estão sendo investigados e tiveram suas casas como alvo de mandados de busca e apreensão.

Tudo aconteceu após uma investigação feita pela Promotoria de Justiça de Itarema identificar que mais da metade dos funcionários da folha de pagamento da Câmara Municipal são fantasmas. Foram identificado 20 fantasmas entre os 39 funcionários. Ao todo foram cumpridos 19 mandatos de busca e apreensão, 32 de condução coercitiva e 9 de prisão preventiva.

(Foto: Maykon Gomez)

Não é a primeira vez que escândalos desse tipo ocorrem em Itarema, em abril a primeira fase da Operação Fantasma já havia atuado com um mandado de busca, visando identificar crimes como estelionato, falsidade ideológica, falsidade de documento particular e peculato no legislativo.

Foram detidos os vereadores João Vildes da Silveira (PDT), Magno César Gomes Vasconcelos (PDT), Leandro Oliveira Couto (Nando Couto, do PDT), José Ubideci dos Santos Santana (Zezinho, do PRB), João Gomes da Costa (PDT), Daniela Souza de Matos (PRB), Roberto Diniz Costa (Robertinho do Pixica, do PP) e José Everardo Marques Alves (Dadá, do PSD). A maioria fazendo parte da mesma coligação do prefeito Elizeu Monteiro(PDT) e 4 deles formava a mesa diretora da Câmara Municipal.

Os funcionários contratados eram obrigados a repassar parte de seus salários aos vereadores investigados. Outros deles eram parentes dos parlamentares e prestavam serviços sem nenhum vínculo formal com a Câmara, uma vez que caracterizaria nepotismo.

Agora resta aos 5 vereadores que ficaram na Câmara eleger uma nova mesa e convocar os suplentes.

Redação Jornal dos Municípios

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